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Meu dízimo foi dizimado? (31/12/2011)

Dois adolescentes não-cristãos decidiram brincar de adivinhar palavras. Um deles propôs: "Eu penso em uma palavra, dou as dicas e, a cada dica, você tenta descobrir a palavra que eu pensei, tudo bem?". O outro respondeu: "Beleza!". O que propôs a brincadeira disse: "Vamos começar, já pensei em uma palavra e a primeira dica é EVANGÉLICO". Prontamente o amigo, convicto de ter acertado, disse: "DÍZIMO".

É lastimável saber a impressão que muitos não-cristãos possuem sobre nós, cristãos. Muitos não-cristãos nos vêem como animais irracionais que trabalham para satisfazerem os caprichos e desejos de seus líderes.

Algumas vezes, vemos notícias de líderes cristãos reinventando o evangelho e os mandamentos de Deus e vemos também escândalos relacionados aos dízimos e às ofertas. Vemos pastores que exigem salários exorbitantes para servirem a Deus, se é que podemos chamar assim. Vemos também líderes desfrutando de tanto conforto quanto os presidentes de grandes países, a partir da arrecadação dos dízimos e das ofertas.

Afinal, para que deveriam servir os dízimos e as ofertas? A palavra dízimo significa a décima parte. Quando Deus deu a lei ao povo de Israel, Ele determinou que os israelitas oferecessem a décima parte tanto das colheitas como dos animais (Lv 27:30-32). O objetivo da lei referente aos dízimos era garantir o sustento dos levitas, descendentes da tribo de Levi, porque eles foram escolhidos por Deus para servir diária e integralmente no tabernáculo (Nm 18:21-24).

Dessa forma, os levitas não podiam trabalhar e também não possuíam terras entre o povo. Além de sustentar os levitas, os dízimos eram usados para sustentar os estrangeiros, os órfãos e as viúvas (Dt 14:28-29).

Ao contrário do que muitos pensam, o dízimo não foi estabelecido somente na lei para o povo de Israel, pois Abraão também deu o dízimo ao sacerdote Melquisedeque, muito tempo antes do estabelecimento da lei, reconhecendo-o como servo de Deus (Hebreus 7:1-10). Além disso, Jesus também disse ensinou aos fariseus que dessem o dízimo, mas não se esquecessem do juízo, da misericórdia e da fé (Mateus 23:23).

Na igreja primitiva, a preocupação dos apóstolos e dos primeiros cristãos era suprir as necessidades uns dos outros. Para isso, alguns voluntariamente vendiam suas terras e ofertavam para que fossem supridas as necessidades dos irmãos mais pobres (Atos 4:32-37). Que amor é esse! Será que há essa disposição nos nossos corações hoje?

Assim como os levitas do antigo testamento, os cristãos que servem integralmente à igreja hoje são dignos de seus salários, como está escrito em 1 Timóteo 5:18 referente a Lucas 10:7, a fim de que possam suprir as necessidades de suas famílias.

Contudo, também é necessário que todos entendam que chamado não é cargo, a fim de que não dizimem (gastem) os dízimos e as ofertas em seus caprichos e desejos.



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